Filme coletivo feito numa tarde/noite na Praça XV, Cinelândia e Beco do Rato, em 2006.

"Nunca dirigi 1 curta, 1 filme sequer, usando verbas públicas de qualquer natureza. todos foram feitos na raça com amigos e custo familiar. Ou seja, nem estou falando em causa própria, quando em 2006 a Prefeitura do Rio de Janeiro avisou que todos os editais de apoio à arte e cultura teriam que, por 2 anos, falar de um único tema: "os 200 anos da chegada da família surreal portuguesa ao Brasil, em 1808". Eu e muita gente achamos um absurdo e começamos a bolar algo, uma passeata, um filmeata, que protestasse sobre essa situação. O desafio foi então fazer algo o mais original possível e o resultado eu, particularmente, kkkkk, nem gosto não, eu AMO!!!" (ah sim, tem filmes meus que eu mesmo não gosto e/ou acho que deixam a desejar, não é o caso deste... um filme coletivo feito por pessoas lindas maravilhosas focadas em zuar a politicagem ainda em voga no mundo brasileiro"

 

 

 

 



 

 

 

"As filmagens começaram já tarde, tipo 16h, o sol estava se pondo às 18h, e para filmar em 16mm era fundamental usar a luz natural antes da penumbra. No cais da praça XV gravamos, então, as cenas do casal lusitano re-chegando ao Rio e caminhando até a citada praça, onde encontraram vários palhaços culturais dançando. Esta cena da dança é a feita em 16mm, e é linda demais!! Um único plano sequência que dura uns 2 min. e me deixa arrepiado até hoje, pela textura, graça e emoção de fazer tudo aquilo ter rolado da forma que foi, um belíssimo plano feito por Othon Ribeiro. Depois, já de noitinha, o filme seguiu com todos juntos em FILMEATA, até a Cinelândia, onde o protesto nos esperava e  teve, inclusive, trasmissão ao vivo numa tv religiosa que não ficou nada feliz com a zueira e os berros da cambada atrás do repórter."(ver em fotos

 



 

 

 

 

 

 

 

"No curta, Christian Caselli incorpora o repórter Aderbal Lacerda (presente em vários curtas de 2004/05), o primeiro a entrar em quadro entrevistando o prefeito da cidade, César Maia. Este personagem surgiu um par de dias antes da filmagem, quando um amigo de amigo conhecia um ator que era a cara do sujeito, e de fato, Marco Aurélio Hamellin , de jaléco e falando PAN a cada frase (a cidade estava na epoca em obra para os jogos Panamericanos de 2007). Também destaco o grupo Tá na Rua, que nos ajudou com os palhacitos culturais a carater com malabares e pernas de pau!!" (ver em fotos)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

"Victor Ferreira como D. João VI e Poliana Paiva como Carlota Joaquina estão ZENSACIONAIS, seus improvisos fodasssss são humor do mais puro, sem nunca deixar a peteca cair!"

"Usamos 3 cameras, sendo uma PD-150 como principal e uma Hi8 extra, além de alguns minutos de filme 16mm pra queimar".